Em minha adolescência tive a oportunidade de conhecer os escritos do Dr. Walter Martin, fundador do Instituto Cristão de Pesquisas Na época a rua em que morava era constantemente bombardeada por falsas religiões, muitas vezes vi adeptos do Krishnaismo passarem cantando suas músicas em louvor a Krishna. Aos domingos pela manhã ao sair para escola dominical via adeptos das testemunhas de Jeová realizarem seu trabalho proselitista de porta em porta, ainda durante toda a semana víamos muitas outras manifestações como terreiros de macumba e o trabalho missionário de outras seitas heréticas. Ao me deparar muitas vezes na casa de algum irmão ouvindo belas melodias de grupos adventistas, que defendem de forma elegante suas doutrinas heréticas em suas canções, e as descaradas heresias do conjunto voz da verdade, propagadas também em suas canções. Foi nesse universo sectário que me rodeava que tive por necessidade ainda em tenra idade, estudar e saber o que tais seitas diziam e como responde-las, e foi na obra O Império das Seitas que me deparei com esse tema tão importante e relevante aos nossos dias.
A palavra apologética vem de apologia em grego, que significa defesa, portanto a apologética é a defesa da fé. Temos mais do que nunca uma necessidade gritante de defendermos nossa fé diante de ameaças ao cristianismo bíblico. A Palavra de Deus nos exorta "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós", I Pedro 3.15. A palavra responder aqui nos remete a essa defesa do corpo doutrinário da palavra de Deus. Mas, o objetivo dessa defesa não se dá apenas a justificação intelectual do cristianismo, mas, como parte do trabalho evangelístico da igreja do Senhor, como dizia o Dr. Martin, a apologética é serva do evangelismo.
O bom apologista deve estar necessariamente equipado com um sólido conhecimento bíblico e doutrinário da palavra de Deus, vejo constantemente um crescente interesse pelas mais diversas vertentes do trabalho apologético por jovens cristãos, mas, que infelizmente buscam isso com propósitos errados, fazer apologética não é exibir conhecimento, mas seguir a orientação do apóstolo, santificar Cristo. Na mente, coração, como diz a palavra "AMARÁS O SENHOR TEU DEUS, DE
TODO O TEU CORAÇÃO, DE TODA A TUA ALMA E DE TODO O ENTENDIMENTO"
Mateus 22.37. É levar toda mente cativa a Cristo, "Levando a Mente Cativa
Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e, sim, poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo",
2 Coríntios 10.4,5. O objetivo da apologética deve ser primeiramente a proclamação da palavra de Deus, e não apologética por apologética.
O amor aos perdidos deve queimar no coração do apologista, o ide de Jesus deve arder em seu peito. Devemos ter muito cuidado, debates e confrontos na maioria das vezes não glorificam a Cristo, a glória de Deus deve ser o real objetivo do defensor da fé. Ao lermos o que Paulo diz, observamos: " fui posto aqui para defesa do evangelho", Filipenses 1.16. Se observarmos o contexto dessa passagem veremos o preço de estar na posição de defesa do Evangelho. A vida piedosa e a mansidão devem ser qualidades do apologista cristão. Vivemos em uma avalanche de informações, mas que muitas vezes são utilizadas como fim e não como meio. O trabalho da apologética não é converter, pois isso somente o Espirito Santo faz, mas, persuadir com a poderosa mensagem do Evangelho, Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego. Pois a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá pela fé. Pois a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça, Romanos 1.16-18.
Um entendimento social, antropológico, psicológico da atuação de seitas e filosofias anti-cristãs também são de grande valia para quem deseja defender a fé. Os anseios humanos e suas debilidades, a religiosidade é uma tábua de "salvação" para muitos que estão a deriva sem Deus no mundo. Levemos o Evangelho aos perdidos, como Cristo nos ordenou, fazendo apologética para glória de Deus.
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